segunda-feira, 13 de maio de 2019

QUILOMBOLAS: ARAUTO DE NOSSA EXISTÊNCIA NEGRA

QUILOMBOLAS: ARAUTO SOCIAL DE NOSSA EXISTÊNCIA NEGRA
Por Raimundo Flor Monteiro

Em abril de 2019, fomos informados pela mídia televisiva e rede de internet, que o presidente José Messias Bolsonaro, interveio nos comerciais do Banco do Brasil, visto que um dos comerciais trazia a imagens de vário pardos, mulatos e negros.
O fato fez com que ressurgisse todas as questões e debates hodiernos sobre discriminação e repúdio as minorias.
Era 1o de maio quando vinha para a STECH, minha escola dos sonhos, passando em frente a casa de um amigo, quando fui chamado por esse amigo, para conhecer a Sra Vitalina Silva de Souza, de 93 anos, mãe do companheiro José Willian. (vide voto).
Na oportunidade ela me dizia "viemos da África perecer nesse País". Me veio a curiosidade de saber a origem de D. Vitalina. Perguntei: Onde a Sra nasceu se criou? de imediato ela me disse: "de um quilombo nas matas dos cocais região de Caxias". Me preocupa, não existem estudos que delineei a nossa origem parda e negra. Lembrei-me de um trabalho de sociologia que fiz em grupo, com alguns colegas da sala do curso de pedagogia em 1993. Naquela oportunidade conseguimos identificar os povos da África que nos deram origem. lembro até hoje: Malês, Bantos e Sudaneses. Cada um tinha um perfil. Sudaneses eram negros finos e altos, enquanto Malês e Bantos eram mais baixos. Nesses aspecto, nos parece que os sudaneses deram origem aos negros que foram despejados na região do sudeste mineiro. Assim, além de altos eram um tanto que conformados e resignados com suas condições, ao contrários dos bantos e sudaneses. Pelo exposto, já que Malês tinha em geram estatura média e os Bantos mais baixos, se crê que no Maranhão, nossa origem ´vem dos Bantos. pela altura e também pela resistência em lutar por sua liberdade. Eles nunca se conformaram com a escravidão. Por isso, cultuavam seus deuses de modo a se sentirem livres ao menos naquele momento de intensa prática religiosa. Assim, buscavam forças para não esquecer e lutar pela liberdade, até então inesquecível, nas palavras de D. Vitalina. Os campos, a água, a luz d sol, o ar, os animais, os lagos, as plantações, a vida em sociedade. Diz ela: "éramos um só povo, livre com os raios do sol ou as ondas misteriosas do luar. Me emocionei com D. Vitalina.
Guardo no fundo do meu imaginário popular essa empatia com o sonho de dona Vitalina. Ser livre.  Uma liberdade diferente dessa liberdade propagada pelo capitalismo, que apenas nos faculta a liberdade, uma vez que estamos atados por grilhões materiais dos fundamentos e valores arraigados no metabolismo do capital.
Após a revolução de 1879, na França, surge a sociedade burguesa, decorrente da derrota do absolutismo. Os déspotas esclarecidos caíram frente ao poder do capital, surgia uma sociedade mercantilista, o primeiro passo para adoção do capitalismo explorado. O servilismo característico da idade média, fundamentado no teocentrismo deu origem ao renascimento, que tinha o home como centro do universo. Os fundamentos sociais do capital estão presente nos valores que com o capital garante a "liberdade, a propriedade, a igualdade, a democracia e justiça". É função do Estado, em sua carta magna, garantir tal direito.
No entanto, observe Dona Vitalina atrás das grades de sua própria casa, prisioneira de uma sociedade, cujo Estado nada garante, a não para quem tem recursos financeiros e materiais. Portanto, para poucos.
GALERIA DE FOTOS
A PSEUDO-LIBERDADE QUE D. VITALINA NUNCA QUIS.

ELA ME FALOU DO SONHO, DO SONHO DE LIBERDADE

 COM MEDO DA VIOLÊNCIA ELA VIVE TRANCAFIADA

UM AMOR DE PESSOA ESSA SRA, CUJA MÃE FOI ESCRAVA.


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