CHAGAS DE CRISTO MONTEIRO MUNIZ
Por Raimundo Flor Monteiro
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| CHAGUINHA AOS 28 ANOS DE IDADE |
A moreninha do papai. Era assim que papai a chamava. Chagas de Cristo nasceu em Teresina-PI. Sempre colaborou muito com Dona Elvira no comércio desde pequena, por ser a mocinha de dentro de casa. Assim, também era responsável pela cozinha, juntamente com a Lourdes. Eu era o irmão que mais perto dela sempre ficava. Cobrei ciúmes quando ela namorou o Durval de Dona Nega. Eu achava o rapaz muito brega e feio para namorar minha irmã muito querida por mim e demais irmãos . Maios tarde cobrei ciúmes também do Chiquinho do Salú, mas este era sem dúvidas mais simpático que Durval. Desse modo tive a tarefa de vigiá-los quando por ocasião dos festejos de Santa Terezinha. Chiquinho pagava pra eu andar de roda gigante enquanto namorava minha irmã. Mas mesmo lá de cima, Quando a roda subia eu não tirava o olho dela.
Lembro que foi Chagas, a mando de mamãe que comprou, abriu e colocou pra funcionar nossa primeira vitrola. Ela trouxe de pronto um disco do Luís Gonzaga a pedido de nosso papai. Foi muito legal, aprendi a cantar todas as músicas do disco.
Foi então que ela começou a namorar o Edson, era um rapaz muito educado e atencioso. Certa vez, ao ver o pedal de minha bicicleta quebrado, pediu que eu a lavasse até a sua oficina, onde ele trabalhava com solda elétrica. De fato, levei e ele soldou pra mim.
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FOTO OFICIAL DO CASAL FRANCISCA DAS CHAGAS
EDSON MUNIZ, O IRMÃO DE ANÍSIO |
Chagas foi e é uma irmã muito cuidadosa comigo, quando adoeci me levava para o hospital e era solidária e me consolava quando eu era obrigado a tomar as injeções de bezetacil na bunda. Ela se comovia que até enxugava minhas lágrimas. Lembro do episódio do café: uma vez que saiamos muito cedo para o hospital Getúlio Vargas e não deu tempo tomarmos café, eis que, então depois de minha consulta era que, ao sairmos, tomávamos café. É que o café era tão gostoso, que eu sempre bebia muito café e sobra um pedaço de bolo. Era aí que entrava o coração de minha irmã, ela sempre colocava um pouco mais de seu café em minha xícara, para eu pudesse terminar de comer o bolo.
Nossa relação de amizade era tão grande que ela, ao saber que estava grávida do seu primeiro filho, o Edinho, de pronto me falou: "tenho um presente pra você". De imediato perguntei "deve ser uma coisa muito boa, pra você me falar com os olhos brilhando desse jeito". Ela disse "e é mesmo". Daí, com lágrimas nos olhos, ela disse: "vou ter um filho e você será o padrinho". Estava mais que selada nossa relação de cumplicidade, amor e admiração mútua um pelo outro. Tanto que quando Edinho esteve aqui, em Bacabal, no final dos anos 80, coloquei-o para estudar no SENAI e lutei muito até ele se pudesse se qualificar em Mecânico de Automóveis.
Chagas, minha irmã, era muito querida por tio Luís, Sr Cosme, Sr. Humberto, Dona Firmina, Doninha de Almerindo, Rosária (uma moça linda que nunca olha pra mim - meu 1o amor platônico).
Nos afastamos muito depois que foi para Porto Velho. Todavia, depois da morte de mamãe reatamos nossas relações de irmandade.
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| ACHO AOS 20 ANOS |
Muitos fatos sobre ela eu não sei se devo falar aqui. mas o fato é que essa guerreira sempre lutou contra as forças do sobrenatural. Eu ainda menino, seu protetor, sofria bastante, quando me acordava a noite, vendo meu pai lutar para acalmá-la diante de forças desconhecidas. Eu chorava baixinho e dizia comigo mesmo "covardes" quando eu crescer vocês haverão se se ver comigo. Foi nesse intuito e nessa motivação que comecei a estudar muito. Eu já sabia que só se combate qualquer coisa, com conhecimento. Ainda menino comprei as primeiras revistas na banca sobre sobrenatural. Lá estava os conceitos de mediunidade, espiritismo e outras coisas que eu precisava saber, para entender minha irmã.
Hoje porém, graças a Deus, ela conseguiu dominar e vencer essas forças.
No plano da luta pela sobrevivência, Chagas se destacou principalmente ao chegar em porto Velho pra onde se transferiu com poucos anos de casada. Ela se estabeleceu em Porto Velho com uma barraca, velho ramo que aprendeu com Dona Elvira. Sobretudo, depois de um certo tempo iniciou suas atividades com a compra de materiais recicláveis, especialmente latinhas. Tornou-se a rainha da sucata. Foi assim que, de grão em grão foi montando seu patrimônio, junto com seu marido Edson. Incansável no amor a sua mãe, ela contrariava a todos, de período em período estava viajando para Bacabal para ver D. Elvira, sua mãe que sempre, por sinal, lhe correspondia lhe recebendo com muito amor e carinho.
SUA FAMÍLIA:
1. Edson Muniz
2. Edson Filho (1o filho - Edinho);
3.Francisca Muniz (2a Filha)
NETOS FILHOS DE FRANCISCA:
Daniel Muniz
Thiago Muniz
Matheus Muniz
GALERIA DE FOTOS
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| RECÉM CHEGADA EM PORTO VELHO - DÉCADA DE 80 |
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| UMA COMERCIANTE AOS MOLDES DE SUA MÃE ELVIRA |
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| COM SEU NETO THIAGO |
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| A BANCA DE FRUTAS E VERDURAS SÃO ESSENCIAIS PARA A FREGUESIA |
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| NO CAIS DIANTE DE UMA LANCHA |
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| NO INTERIOR DO SEU COMÉRCIO EM PORTO VELHO |
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| A VOVÓ CORUJA FALA O TEMPO TODO DE SEUS NETOS. |
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| ESSA MORENINHA TÃO BONITA DO PAPAI - QUE PAPAI CHAMAVA |
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| BELEZA CHAME ESSA MINHA IRMÃ. |
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| CHAGAS AOS VINTE POUCOS ANOS - 24 ANOS. |
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