sábado, 11 de maio de 2019

ELPÍDIA MONTEIRA DOS SANTOS

ELPÍDIA MONTEIRO DOS SANTOS
Por Raimundo Flor Monteiro

Eu a conheci por ocasião em que fui me tratar em sua casa em Teresina Piauí.  Ela é a primogênita das irmãs. Foi por ela e Evangelho que mamãe rumou do interior para a capital. Para colocar-lhes na escola. Contudo, Elpídia, jovem e linda, bem novinha, não  resistiu aos encantos de Fernando José do Santos, o filho da Tia Ana Passarinho, que também  era meu padrinho. A priori mamãe não queria o casamento, mas depois pela afirmação convicta da menina, cedeu.
Viajei para Teresina com chagas, minha irmã, para me tratar dos terríveis  ataques de verme a que sofria, adquirida pela ingestão constante de água informações naturais do Rio Mearim. Em Teresina,  conheci a minha irmã e seus filhos. A primeira era Regina, dois anos mais nova que eu, por ter quase a minha idade, conversávamos muito. O segundo era Raimundo,  vindo em seguida Rosa, depois Preta e, finalmente a mais novinha Meiriha.

Passávamos bem, Elpídia cuidava muito bem dos seus filhos. Em geral a comida era a base de carne de bode. Oh que gostosura! Já naquele tempo lembro-me que minha irmã  reclamava muito, uma vez que, seu esposo, o Fernando, era camelô e passava muito tempo fora de casa em viajem. Contudo, ele nunca deixava faltar nada em casa. Com a Elpídia aprendi a ouvi as novelas pelo rádio, era uma devota ouvinte de novelas. Lembro da novela do "italianinho", cujo principal personagem era "Titilo, o Italianinho da cara  suja". Uma outra novela daquele tempo que me lembro, havia  um personagem mítico, o louvor a "Marduque" um deus grego. Minha irmã  sempre nos deu apoio para que a Chagas pudesse me levar ao hospital  Getúlio Vargas em Teresina, isso quando ela própria não o fazia. Daí o cuidado que ela tinha. Vivia bem e em harmonia com a família.
Foi no início da década de 80, que Elpídia não mais aguentou a ausência do marido e transferiu-se para Bacabal. Quando veio para o Maranhão, Regina, a filha mais velha já tinha se casado, as outras filhas chegaram no Maranhão ainda menina.
Ao chegar em Bacabal estabeleceu-se na rua Maria Helena,  como sempre, mamãe organizou uma barraca para que ela reunisse condições de acabar de criar seus filhos. Então ela o fez com competência,  inclusive colocando as meninas pra estudar, como na capital.
Essa guerreira nunca abdicou ou fugiu da luta. Foi com muito sacrifício que criou os filhos e lhes deu educação. Devo muito a ela. Sempre a visitei e acompanhei sua luta por dias melhores, mas sobretudo por sua independência. Ela a exemplo de mamãe, também é um exemplo.

SUA PROLE:
1. Regina Lúcia dos Santos (1a filha): ...,Naldo, Rejane, Redijane e Rubens;
2. Raimundo Nonato dos Santos (2a filha): Charlles,...,...,...
3.Rosimar Monteiro dos Santos (3a filha): Eduarda e Maria da Paz (Maryluthe)
4.Rosângela Monteiro dos Santos (4a filha): Amanda e Tiago
5.Rosemary Monteiro dos Santos (5a filha):...,....
  









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