sexta-feira, 16 de agosto de 2019

NA FRONTEIRA ENTRE A VIDA E A MORTE
Por Raimundo Flor Monteiro

INTRODUÇÃO
Nasci e cresci com um gosto de alho na boca e o odor desse alho nas narinas. Meu primeiro sinal de vida foi me perceber escanchado no colo de minha irmão Lourdes, ainda em Teresina- PI em 1957. Dai, voltei a mim em 1959 aos 3 anos, já em Bacabal, no momento em que um vizinho nosso, Gilmário, meu amigo, aos 3 ou 4 anos, deu uma dentada nas costas do meu irmão Ramos. Foi meu primeiro contato com sangue, que escorregava nas costa do meu irmão. Desesperado saí a gritar por socorro na vizinhança. Dei por mim quando minha mãe dizia, "o que foi isso?". Explique, o que foi? Aí sai de mim, e com a ajuda de Carioca, um vizinho meu, um pouco mais velho, me ajudou a explicar o fato a minha mãe. Quase me dano de chorar.
Na fronteira entre a vida e a morte, me vi várias vezes mais pra morte que para a vida. Tantas vezes acordei e olhava as pessoas a minha volta, especialmente minha mãe, meu pai e meus irmãos. Eles, aliviados, sob o sussurro do pai que  dizia, "oh Deus! ele voltou, não  dessa vez que vai morrer'. Do grande túnel onde em coma, eu estava, uma pequena luz se acendia, e com a chama de luz um gosto de alho na boca e um enorme cheiro dele tomava conta de mim e do ambiente.

URINAR: PARA QUÊ?
A micção é o ato de urinar, uma necessidade básica, se levarmos em consideração a pirâmide de Maslow. Nasci no hospital Getúlio Vargas, em Teresina em 1956, minha mãe me deu luz por parto normal e logo foi liberada para passar o resguardo em casa. Nas horas desse translado hospital e casa, conforme relato de mamãe, comecei a chorar copiosamente. O olhar de minha mãe era um diagnóstico de primeira qualidade. Ela me investigou e notou em mim uma pequena protuberância na região da virilha. Um leve aperto e dei um grito de dor que rompeu o silêncio, era ali o ponto chave do problema. Meu pai se desesperou, ele não queria perder mais um filho, a exemplos dos outro que já havia perdido. Lá vai eu de volta a Hospital Getúlio Vargas já com o diagnóstico de minha mãe. "Dr meu filho não consegue urinar de jeito nenhum". O pediatra constatou a veracidade dos fatos e me aplicou uma sonda. Conta minha mãe, que teve que tirar o rosto da frente dada a intensidade do jato de urina expelida com força, dado a retenção em que se encontrava. daí para frente, segundo mamãe, um sorriso se estampou em meu rosto. De fato aquele ato de experiência de minha mãe e a sua atitude de não esperar e me levar com urgência para o hospital, havia me salvado a vida.
Posteriormente, aos 02 anos, em Bacabal, voltei a sofrer de problemas urinários, num deles, dei por mim nos braços de minha irmã Chagas, sob os auspício de um rezador/curandeira, já na Trizidela, o homem reza e me aplicava emplasto de folhas e chás e infusões para que eu pudesse me curar completamente da retenção urinário. Nesses ataques, várias vezes transpus a barreira da vida e me vi uma pequena luz na imensidão. Graças a Deus daquela sensação de paz, eu sempre voltava ao caos da vida. e aí ufa, que alívio.

UM MENINO ASMÁTICO
Aos dos 4 aos 11 anos fui vítima de ataques de asma. Quando ele vinha, o ar faltava-me aos pulmões. É dessa época o gosto e cheiro do alho em minhas narinas. Muitas vezes, apos os ataques, lá estava minha mãe e minhas irmães e meu pai ao redor de mim. E proferiam bem alto, ele voltou do desmaio que teve. Toda vez que isso acontecia, eu ouvia os sininhos a badalar nos meus ouvidos e a dor desaparecia, uma sensação de paz me iluminava. Mas, eu sempre voltava, ante o choro de mamãe. Ela tinha um pacto comigo de nunca, enquanto estivesse viva, deixasse cortar o cordão umbilical que nos unia. Mas o que mais me impressionou sobre a minha bronquite crônica, foi a cura. Ela veio por Deus, pelas mãos do meu pai. Certo dia, ele me disse "tenho um remédio pra você e você deve comer com todo gosto este pássaro bem assado". Sobre um prato um pássaro assado e um pouco de farinha. que gostosura. se perguntar porque me coloquei a disposição do meu pai para tomar outros remédios daqueles, que não fosse aquela infusão de ervas amargas. Passaram-se os anos e aqui aculá eu perguntava: "papai aquele remédio, serviu para que?". Durante vários dias ele me disse, se eu disser a você o efeito do remédio acaba e doença volta. Bom, depois de homem refeito ele me disse "você foi curado de asma, mas o nome do pássaro que vc comeu eu nunca, nunca vou poder lhe dizer.

UM FORTE ATAQUE DE VERME
Somos ribeirinhos, nos criamos as margens do Rio Mearim. Tomávamos banho no rio, e dele, bebíamos suas águas. Não se se adequado o termo, in natura. É lógico que dessa cultura de tomar água do rio, sem ferventá-la, as crianças pegavam vermes e as mais frágeis, chegavam a morrer de ataque de verme. Já que na Trizidela, médico era um profissional que só conhecíamos nas novelas. O Sr. Oliveira, o farmacêutico mor da cidade, passava remédio e tinha crédito mais que um médico. Mas o tempo passava e comecei a ter desmaios e delírios decorrente de ataque de vermes. Foi ai que minha mãe aproveitou a visita de Dona Senhora e sua filha Gonçala, que moravam em Teresina-PI e me mandou, para lá, uma vez que Gonçala era enfermeira e se comprometeu com minha mãe de me tratar no hospital em que trabalhava na capital do PI. Ante ao meu choro, minha mãe me conformou a ir. Em lá chegando fiz exames que deram verme e o médico também me diagnosticou com pneumonia. Fique fraco ao tomar o remédio pra verme desmaiei alguma vezes. Os sininhos tocaram diversas vezes, mais consegui sobreviver. Desse tratamento de pneumonia, passei vários dias sem poder sentar-me. de três em três dias, durante mais de 2 meses, Gonçala me leva ao hospital pra que fosse aplicada em mim uma bezetacil. Como eu chorava, lembro as lágrimas o rosto das pessoas com pena de mim, ante as aplicações, já que não usavam a xilocaína, um anestésico para suprimir a dor. O importante é que graças a iniciativa de minha mãe, Dona Senhora e o carinho de Gonçala, me prestaram esse enorme favor.

O DELÍRIO POR UM BRAÇO QUEBRADO
Eu tinha 16 anos e adorava jogar futebol no campinho do Geraldo Vieira. Lá, os amigos tiveram a ideias de montar um time e jogar em outros locais. Fui convidado e fomos jogar lá para as bandas do areal, onde fica hoje a CESB e UFMA. Lá, durante o jogo levei uma cama de gato e quebrei o braço.
sai do jogo e voltei para casa na garupa da bicicleta de Valdir Soldado Velho, filho do seu Noca. Entrei em casa escondido e vesti uma camisa manga comprida e fui me deitar, tal qual era a dor no braço. Daí, fiquei por dos sininhos,até que entreabri os olhos e, com surpresa, verifique que eu estava arrodeado dos meu familiares. E mais uma vez a boa notícia dada por minha mãe, "meu filho voltou".
Mal nasceu o dia e ela, ante a ausência do enfermeiro Josa,  já me levou para o José Correia. Como o braço não chegou a quebrar, ele apenas enfaixou e passou remédios. desse empasse fique com o braço, até hoje, torto.

ALGUÉM ME DISSE: "TÃO NOVO E TÃO FRACO!"
Qdo me empreguei, aos 19 anos, no SENAI/Bacabal, vim fazer estágio em são Luís. Me faltava os documentos e numa 2a feira, de 1976, saí bem cedinho, às 5 da manha, para próximo ao portinho, tira minha identidade e carteira de trabalho. Na fila, deu 10h e nada de atendimento. Foi aí que resolvi tomar um copo de leite quente. Em nossa casa em Bacabal, não tínhamos o costume de tomar leite, tomávamos apenas café. Dessa ideia, faltou-me força nas penas para sustentar o corpo e  desfaleci. Os sinos voltaram a tocar incessantemente em meus ouvidos. a sensação de paz, havia voltado. Acordei no piso de paralelepípedo arrodeado por um monte de cabeças. Voltei aos caos da vida normal. Alguém, das cabeça que me olhar falou "ele voltou, tão novo e tão fraco".

A MINHA VIDA ANTE A PRESENÇA DO ONIPOTENTE
Em julho de 89, fui promovido a Supervisor do SENAI-Bacabal, e para que o meu trabalho se tornasse eficiente e eficaz, conclui que eu deveria cursar a faculdade de pedagogia. Todavia, eu deveria voltar a estudar o que fiz, retornando a cursar o técnico em Administração de Empresas integrado ao ensino médio no colégio irmã Berta, nos anos de 90, 91 e 92. Previamente, estava eu em casa, num domingo a tarde de 89, quando tive um sonho. No sonho, eu estava diante de um espelho. Diante dele me assustei ante a falta de reflexão da imagem. Ou seja, eu estava diante de um espelho que não refletia meu rosto. Não ouvi sininhos, lembro só de minha aflição por não ver a correspondente imagem. No sonho uma voz me dizia "se tu não tiver curso superior, não vai conseguir criar teus filhos". Diante de Deus tomei toda essa atitude de voltar a estudar, fazer vestibular, me formar, cursos várias pós, mestrado, etc. Hoje, reconheço que Deus me deu orientações e coragem para que eu pudesse, mesmo com os grilhões das dificuldades enrolados nos brações, fazer do limão uma limonada.

OPERAÇÃO DO JOELHO
Desde adolescente gostei muito de jogar bola. Eu chegava à tarde da escola , trova de roupa e corria direto para o campinho. Acho que não era um mal jogador, pois depois de Carro Velho e Grilo, eu era o terceiro a ser puxado pelos formadores de times. Foi num desses jogos, quando eu tinha 22 anos, jogando debaixo das grandes árvores das margens do rio Mearim, que sofri uma joelhada, dada por um um oponente chamado Baltazar. Desde então, qualquer jogo , além de deslocar meu joelho, causava um inchaço grande. Só em 2015 é que pude me operar do joelho.

OPERAÇÃO DAS HÉRNIAS

1. Foi num domingo 30 de junho de 2019 que, em minha casa, às 1:00h da noite, senti uma enorme dor nos testículos, transcendendo para os rins. Fui ao médico urologista Dr Cálide somente no dia 05/07/2017. Fiz os exames da próstata e o médico e detectou 2 hérnias inguinais;

2. Posteriormente, dia com o Dr Adelson, fiz mais uma bateria de exames de sangue e levei para o Dr. que, gentilmente, me forneceu um encaminhamento para o hospital Dutra.

3. Consulta com a nefrologista Dra Jeane fui levado a fazer um exame de urina em 24h para saber qual a efetividade dos rins. Diante dos resultados satisfatórios dos rins, ele me encaminhou para o urologista.

4. Consulta com o clinico geral o Dr. Márcio Gonçalves dia 08/08/2019, o qual, após consulta, solicitou as tomografias do abdome e da virilha. A 2a visita ao médico,  dia 15/08/2019, de  retorno com as tomografias do abdome e da virilha na qual foi constatada a existência de ambas.

5. Consulta com o cardiologista de risco cirúrgico com o Dr.Luis Luz N. Filho no dia 15/08/2019, o qual me considerou apto para a realização da cirurgia

6. No dia 04 de setembro de 019, sob os cuidado do Dr. Márcio, na Clinica São José, às 11:30h da manhã. me submeti a cirurgia de hérnia. A referida encerrou-se à 13:30h. Ele me deu 60 dia pra eu poder voltar a minha atividades de praxe.



sexta-feira, 24 de maio de 2019

O AMOR DO MEU PAPAI: HISTÓRIAS E MEMÓRIAS


O AMOR DO MEU PAI: HISTÓRIAS E MEMÓRIAS 
Por Raimundo Flor Monteiro/Chagas de Cristo
O vocábulo sociedade  no campo da sociologia é um sf (lat societate) que significa um conjunto relativamente complexo de indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, permanentemente associados e equipados de padrões culturais comuns, próprios para garantir a continuidade do todo e a realização de seus ideais. Em um sentido, o mais geral, a sociedade abrange os diferentes grupos parciais (família, sindicato, igreja etc.) que dentro dela se formam. Dentro dessa concepção de grupo trago a família, a família Monteiro, oriunda do patriarca Manoel Flor Monteiro e da Matriarca Elvira Rosa Monteiro, meus pais.
Uma outra interpretação sociológica é a de que sociedade é uma organização dinâmica de indivíduos autoconscientes e que compartilham objetivos comuns e são, assim, capazes de ação conjugada. 
Foi ali, sentado do lado esquerdo da carroça ao seu lado, em parelha com o meu pai, que eu ainda menino de 09 anos, com as mãos trêmulas segurava as rédeas de uma carroça. “Mantenha o cabresto do animal esticado para que o animal obedeça ao seu comando de seguir em frente, dobrar bruscamente ou suavemente a direita ou a esquerda''. Eu estava ali conduzindo uma carroça puxada por um animal de possante de força. Era eu o condutor e o meu instrutor aquele homem, simples, honesto, bondoso, trabalhador, era o meu admirável pai. Eu tremia, o gosto de suor de minhas lágrimas que escorregavam em meu rosto, me davam um gosto de sal na boca. Meu pai forjou a minha identidade subjetiva, com um lastro de pedras tão firmes, que eu jamais teria medo de enfrentar qualquer desafio. Foi com ele que aprendi a cuidar dos animais de carroça, lavar, comprar comida, colocar a comida, montar. Aprendi tudo com o meu pai desde muito pequeno, sob os seus cuidados, sob a sua guarda sobre o carinho, sob o seu amor, sob o seu cheiro de suor cheiroso o cheiro do meu, me ensinou. Meu irmão Evangelho já era um homem e meus dois irmão Manoel Filho e José Ramos eram muito pequenos. Eu tinha o tamanho ideal entre 08 a 13 anos eu vivia colado no meu pai. Na verdade desde a primeira, segunda e terceira infância fui o predileto do meu pai, porque era quito e fazia tudo que ele mandava. Eu o admirava muito pela agilidade no trabalho, a agilidade em montar os arreios no animal para depois colocá-la na carroça, força em carregar as mercadorias e arrumar e amarrar com cordas fortes e laçadas difíceis. Desde pequeno eu queria ser igual ao meu pai fazer as coisas que ele fazia ser forte como ele era, ser inteligente, hábil e ligeiro. A minha infância foi uma fase de dourados sonhos afetivos, em que eu dormia e sonhava no outro acordar e acompanhar meu pai naquela adorável rotina de acompanhar o meu pai e modestamente ser parecido com ele. Foi num dia chuvoso que, pela manhã, acompanhei meu pai no transporte de um carrada de quatro quartos de boi. A carrada tomava toda carroça e não havia espaço para mim. Por isso, eu acompanhava a carroça do lado oposto do meu pai. Em meio ao trajeto cruzamos com uma boiada de gado que incluía muitas vacas bravas. Foi quando, com medo das vacas, me apressei para sentar no eixo central em baixo da carroça. Abalado pelo medo acabei me atrapalhando e sentando-me além do eixo e ai resvalei e cai. Além da pressão do eixo central da carroça sobre as minhas costelas, acabei ficando em meio a boiada sob os pés das vacas. O medo, o terror e um grito de pavor saiu de minha boca, pressionada pela minha alma, como se naquele momento o mundo tivesse acabado para mim, com a costela quebrada e pisoteado pelas patas das vacas. Foi aí que meu pai se impôs ao incidente! Foi naquela  fração de segundos que o mundo escureceu para mim. Todavia, em meio a fumaça, voltei ainda em meio as vacas mas nos braços de meu pai. Naquele momento passou medo, o terror e até mesmo a dor nas costelas. Eu apenas ouvia a sua voz: “você está bem”? “você está bem”? respondi-lhe: estou bem, graças a você meu pai, meu amigo e protetor.
Acompanhei as mudanças na vida do meu pai, na década de 80 já com mais de 60 anos ele não tinha mais a força a destreza a agilidade que que um carroceiro precisa para executar as tarefas de um frete de materiais pesados. Ele que sempre foi apaixonado pela lavora resolveu ser agricultor. Já nos anos 70, a pedido de minha mãe, plantou uma enorme roça de 12 linhas em Taboca vilarejo de Bacabal. Assim, iniciou plantando grandes roças de arroz e aos poucos, ante as dificuldade, migrou para pequenas vazantes situadas as margens do rio mearim. Nelas papai plantava sobretudo feijão, milho a abóboras. Ainda nos anos 80 comprou a propriedade do Sr Valetim, esposo de dona Cristina, mãe de José Ester Pinto. Uma propriedade localizada na prainha, próxima a fazenda o Zica, filho do Sr. Maneco. Lá papai permaneceu as mesmas culturas contrabalanceadas com pepino e melancia. Era comum, quase todos os dias, em nossa casa, estarmos com a sala cheia de milho trazidos em côfos e os jacás de feijão, arrumados aos montes e ali emassávamos para no outro dia bem cedo papai vender as banqueiras da feira de Bacabal.
Neste aspecto papai sempre foi um trabalhador que muito contribuiu para a formação da identidade dos cidadãos de Bacabal, em especial a da Trizidela. Primeiro pelo seu caráter sério e trabalhador. Papai sempre foi considerado um homem honrado e honesto que tirava do seu trabalho o sustento de sua família. Os homens assim, severos consigo mesmo, assíduos com as suas responsabilidades de pai, sempre são admirados pelos outros. Seu legado aos filhos e aos vizinhos é sempre daquele professor da vida que não para para ensinar, especialmente porque ensina pelo pragmatismo, ensina pelo exemplo. Era herança especial advinda da ação no ato de trabalhar é que gerou um dos pressupostos fundamentais da teoria marxiana, o trabalho com princípio educativo. É pelo exemplo, no exercício do trabalho, enquanto ato de sobrevivência, que se forma uma identidade comum em um determinado grupo social. Dai, a formação de hábitos que vão desde acordar cedo, preparar-se para o trabalho, ir ao trabalho, planejar o que será feito, selecionar as ferramentas, executar e avaliar são constructos culturais que se encravam no âmago de uma comunidade, especialmente, quando é realizada por líderes como era meu pai. Karl Marx, e talvez um socialismo ingênuo, estivesse presente em papai, pois papai estava presente em Marx, porque meu pai foi um agente construtor de uma história que forjou uma cultura nobre (boa) nos seus filhos, nos vizinhos e na comunidade do bairro Trizidela ao afirma que o bairro era de todos. O Sr Manoel Carroceiro foi um ser histórico inigualável porque trazia em seu espírito, dentro de si um pensamento humanista, ou seja, um trazia um sentido novo que tomou a cultura legada do renascimento, inteiramente orientada para a valorização, compreensão e o estudo do homem, com o fito de possibilitar o desenvolvimento da sua personalidade, das suas faculdades criadoras, da exaltação e satisfação da sensibilidade e máximo proveito dos recursos naturais. O vasto conhecimento de papai demonstrado pelo respeito aos outros homens e o amor pela natureza era, sobretudo, demonstrado na prática, por atos não impactantes que preservavam tanto o homem pela natureza. Papai não fazia discurso de exaltação e/ou contemplação, até porque era analfabeto, apesar de de se expressasr muito bem. Papai agia na prática, seu compromisso era com o real na modificação e transformação da natureza e dos homens.
O trabalho como princípio educativo é uma dimensão do conviver em uma sociedade baseada nos princípios do ser em detrimento do ter essência da sociedade capitalista. Por existir num mundo capitalista meu pai foi vítima de uma política de estado que privilegiava, sobretudo, ignorar a população do interior do Piauí no período da década de 1910, quando ele nasceu, até a década de 1960 quando ele e família veio para o Maranhão que, em termo histórico também não sofria nenhuma intervenção do estado, quer no âmbito federal, estadual ou municipal. Assim, jogado a própria sorte, sem educação, papai cresceu sem saber ler e/ou escrever. Todavia, aprendeu a essência da propriedade privada, aprendeu a contar e tinha grande inteligência para comprar e vender. Ainda rapaz, em água branca do Piauí, tonou-se um empreendedor do ramo de compra e venda de galinha. Comprava os frangos no interior e vendia na capital Teresina, em tal negócio prosperou e ajudou minha avó a Sra Prezilina Martins a sobreviver mais comodamente.
Continuar relatando as profissões: em Teresina, no Bairro da Piçarra, ante a dificuldade de acesso e obtenção de água potável, tornou administrador de poço, no qual ganhava a vida e sustentava a vida vendendo água aos moradores do bairro da piçarra em Teresina. Acordava a 05 da manhã e vendia água até 10h da noite. O trabalho artesanal resumia-se em girar uma gangorra com duas latas de água. Enquanto uma subia cheia de água outra descia vazia para se enchida. A gangorra era movida manualmente por meu pai, que ainda jovem não se ressentia nenhum pouco de cansaço ou desgaste físico. Assim, nesse modo de vida, papai viveu cerca de 13 anos, uma vez que ao sair de São Felix Evangelho, meu irmão mais velho tinha cerca da 08 anos e Elpídia 03 anos. Aos 18 anos Evangelho serviu ao exército em Teresina e Elpídia ainda muito jovem casou-se com Fernando, primo de mamão oriundo da família do tio José Passarinho.
Relatar a vinda do Piaui para o Maranhão  
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

QUILOMBOLAS: ARAUTO DE NOSSA EXISTÊNCIA NEGRA

QUILOMBOLAS: ARAUTO SOCIAL DE NOSSA EXISTÊNCIA NEGRA
Por Raimundo Flor Monteiro

Em abril de 2019, fomos informados pela mídia televisiva e rede de internet, que o presidente José Messias Bolsonaro, interveio nos comerciais do Banco do Brasil, visto que um dos comerciais trazia a imagens de vário pardos, mulatos e negros.
O fato fez com que ressurgisse todas as questões e debates hodiernos sobre discriminação e repúdio as minorias.
Era 1o de maio quando vinha para a STECH, minha escola dos sonhos, passando em frente a casa de um amigo, quando fui chamado por esse amigo, para conhecer a Sra Vitalina Silva de Souza, de 93 anos, mãe do companheiro José Willian. (vide voto).
Na oportunidade ela me dizia "viemos da África perecer nesse País". Me veio a curiosidade de saber a origem de D. Vitalina. Perguntei: Onde a Sra nasceu se criou? de imediato ela me disse: "de um quilombo nas matas dos cocais região de Caxias". Me preocupa, não existem estudos que delineei a nossa origem parda e negra. Lembrei-me de um trabalho de sociologia que fiz em grupo, com alguns colegas da sala do curso de pedagogia em 1993. Naquela oportunidade conseguimos identificar os povos da África que nos deram origem. lembro até hoje: Malês, Bantos e Sudaneses. Cada um tinha um perfil. Sudaneses eram negros finos e altos, enquanto Malês e Bantos eram mais baixos. Nesses aspecto, nos parece que os sudaneses deram origem aos negros que foram despejados na região do sudeste mineiro. Assim, além de altos eram um tanto que conformados e resignados com suas condições, ao contrários dos bantos e sudaneses. Pelo exposto, já que Malês tinha em geram estatura média e os Bantos mais baixos, se crê que no Maranhão, nossa origem ´vem dos Bantos. pela altura e também pela resistência em lutar por sua liberdade. Eles nunca se conformaram com a escravidão. Por isso, cultuavam seus deuses de modo a se sentirem livres ao menos naquele momento de intensa prática religiosa. Assim, buscavam forças para não esquecer e lutar pela liberdade, até então inesquecível, nas palavras de D. Vitalina. Os campos, a água, a luz d sol, o ar, os animais, os lagos, as plantações, a vida em sociedade. Diz ela: "éramos um só povo, livre com os raios do sol ou as ondas misteriosas do luar. Me emocionei com D. Vitalina.
Guardo no fundo do meu imaginário popular essa empatia com o sonho de dona Vitalina. Ser livre.  Uma liberdade diferente dessa liberdade propagada pelo capitalismo, que apenas nos faculta a liberdade, uma vez que estamos atados por grilhões materiais dos fundamentos e valores arraigados no metabolismo do capital.
Após a revolução de 1879, na França, surge a sociedade burguesa, decorrente da derrota do absolutismo. Os déspotas esclarecidos caíram frente ao poder do capital, surgia uma sociedade mercantilista, o primeiro passo para adoção do capitalismo explorado. O servilismo característico da idade média, fundamentado no teocentrismo deu origem ao renascimento, que tinha o home como centro do universo. Os fundamentos sociais do capital estão presente nos valores que com o capital garante a "liberdade, a propriedade, a igualdade, a democracia e justiça". É função do Estado, em sua carta magna, garantir tal direito.
No entanto, observe Dona Vitalina atrás das grades de sua própria casa, prisioneira de uma sociedade, cujo Estado nada garante, a não para quem tem recursos financeiros e materiais. Portanto, para poucos.
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A PSEUDO-LIBERDADE QUE D. VITALINA NUNCA QUIS.

ELA ME FALOU DO SONHO, DO SONHO DE LIBERDADE

 COM MEDO DA VIOLÊNCIA ELA VIVE TRANCAFIADA

UM AMOR DE PESSOA ESSA SRA, CUJA MÃE FOI ESCRAVA.


domingo, 12 de maio de 2019

TIO LUÍS MONTEIRO DA SILVA

TIO LUÍS MONTEIRO DA SILVA
Por Raimundo Flor Monteiro

Mãe conta um pouco da história do tio Luís?
Minha influência maior: Tio Luís
Morro, mais este rosto não me
sai do coração
Luís Monteiro da Silva, adquiriu paralisia
infantil, ainda criança, portanto, desde
criança paralítico. Ele sempre viveu com
mamãe. Até depois de 1980, quando
chegou a se aposentar. Um homem de fino
trato, gentil, alegre e sobretudo muito
carinhoso. Exerceu enorme influência em
todos nos pelo seu carisma, inteligência e
capacidade de raciocinar com uma calma 
impressionante. Mesmo paralítico, teve
uma vida sexual intensa, pois dinheiro nunca lhe faltou. 
De tão atencioso, astuto e inteligente, era capaz
de conversar o dia todo, com qualquer um dos irmãos.
Sua estórias eram famosas, entre elas podemos destacar
a de "José e o porco de engorda" e as estórias de
tio Euclides, dentre outras.
Adorava  seus sobrinhos,  os tratava como filhos e lhes
fazia muito carinho a cada  um.  
Meticuloso, gostava sempre de está banhado e com a
barba bem feita. O que ele mais gostava era corta
as  unhas, pentear o cabelo e sobretudo esfregar-lhe
às costas.
Estórias:
1. Baixa de carnaúba; 2. Riacho das cabaças; 3. Rio
Sambito; 4. São Felix; 5. Sobre Euclides; 6. Rosa e José.
Dentre outras.
Nunca quis esses serviços gratuitamente e sempre os
pagava generosamente aos seus prestadores de serviço.
Eu era um.
"Um dia de noite, quando eu tinha 11 anos, eu deitado em
nosso quanto, onde dormia eu, tio Luís e Ramos, em
minha rede, tive um pesadelo assustador e acordei
chorando. Assustado o tio Luís gritou o que foi? calma!
meu filho. Então lhe contei que havia sonhado caindo em
um grande abismo. Ele então apagou a luz da lamparina e
disse, acompanhe as minhas palavras em voz alta. "Pai
nosso, que estais no céu, santificado... Creio em Deus
pais, todo poderoso, criado do céu e.... Bom! não vi o fim,
com 11 anos agente dorme logo. Mas, nunca mais esqueci
suas palavras: " se rezares todos os dias antes de dormir,
não mais sonharás caindo dentro do fosso, e nem
cairás em desgraça na vida real". 
Dessa maneira, aprendi a rezar, aos 11 anos de idade,
pelas mãos do meu amado tio Luís. Um homem que eu
admirava, mais que todos, uma vez que
era extremamente carinhoso comigo, especialmente
quando meu pai me chamava de 
"apocado". Eu queria me esconder do mundo e de todos.
Me achava feio, magro e mal vestido. Então, eu preferia
viver o mundo do meu quarto, com minha revistas de 
Batman, Super - Homem, Turma titâ, Capitão América e
Homem de ferro, Thor, Robin Hood, dentre outros. Só meu
tio me consolava em minha solidão. Mas o melhor refugio 
era mesmo o apoio do meu tio. Ele dizia pra mim "você
não isso que ele fala".
Dentre as surpresas, fui informado por minha irmã Chagas
de que eu tinha sido escolhido para ser o padrinho da filha
de tio Luís. Fique admirado e perguntei "se ele tem filha"
quem é a mão. Sua filha era a menina Waldirene. Esse
nome foi posto por eu e Chagas. Havia um clima de sigilo
e eu não entendia porque. Waldirene era filha da minha
comadre preta, mãe de Toinho, Mendes e Marlene.
Passeia a prestar atenção nos acontecidos. A porta do
quarto do meu tio, vez por outra aparecia fechada. Eu não
sabia, mais ele tinha uma vida sexual ativa e minha
comadre era uma das parceiras.
Um homem de verdade, não um santo como eu até então
pensava.



Em 1979 se aposentou. Essa fotp não mostra só seu rosto, mostra também sua alma.




SENTADO SOBRE UM TAPUME DE ALMOFADAS - ABENÇOADO O MEU TIO QUE ME ENSINOU A REZA O PAI NOSSO. ME ENSINOU A DIZER " DEUS TE DÊ SAÚDE, FORTUNA E FELICIDADES".

sábado, 11 de maio de 2019

MARIA DE LOURDES MONTEIRO BARROS
Por Raimundo Flor Monteiro


Lourdes nasceu em Teresina-PI, veio pra Bacabal já uma mocinha de 12 pra os 13 anos. Era estudiosa e cuidadosa com as coisas, por essas qualidades mamãe decidiu que ela deveria seguir carreira nos estudo. Após concluir o antigo primário Lourdes foi estudar no Colégio Santa Rosa, Onde concluiu a 8a série do antigo ginásio.
Ela chegou a fazer um concurso interno para professora do município, seu nome apareceu na lista de aprovados, mais depois, quando ela compareceu pra ser nomeada, seu nome havia sumido da lista. Seu 1o namorado chama-se Geraldo, filho da Dona Maria Lavandeira. As duas, Chagas e Lourdes, dizia que Geraldo parecia com Leno da dupla Leno e Lilian.
Quando comecei a estudar em Dona Luíza, filha do Sr. Chico Teodoro, era Lourdes que complementava as minhas lições. ou seja, me ensinava a carta de ABC e a tabuada. Posteriormente, estudamos junto na escola no 17 de Abril, na escola de Professora Elisa Monteiro, ali na Magalhães de Almeida, esquina com a Mercearia do Sr. José Longar.
De fato minha irmã tinha todo o perfil de uma pessoa que não pararia de estudar. Isso até conhecer o Alvino Abreu Barros, filho do Sr. Benedito Jorge, marido de Dona Santana.
Após conhecer esse rapaz, mamãe tentou de todas as maneiras tirá-la de Bacabal para estudar em Teresina, sendo todas as tentativas frustadas, uma vez que ela retornava mais apaixonada por esse rapaz. Após  casar-se Lourdes teve 4 filhos: Nilson, Adailsom, Sheila e Alison.
Eu Amo Esse Sorriso. Ainda ouço tua voz em nossas conversas.
Lourdes, durante sua vida lotou bravamente para sustentar sua família, sempre ajudada por Dona Elvira, que em momento nenhum deixou de ajudá-la.
Ela sofreu bastante, com a morte de seu filho Nilson, o mais velho, que faleceu em virtude de uma doença misteriosa na cabeça.
Sempre frequentei a casa de minha irmã, pois gostava muito do seu caráter racional para analisar as coisa. Quando me casei, passei a tê-la como minha confidente. Todas vezes que eu ia na Trizidela, sempre passava em sua casa para cumprimentá-la.
Ela herdou o espírito genético de mamãe, confabulávamos sem as nossas situações financeiras e as formas de ampliar o que ganhávamos para bem criar nossos filhos.
Logo que seus filhos nasceram ela me confessou ter um sonho. Um sonho de que um dia seus filhos se formassem na faculdade. Lembrou-me do gosto que ela tinha em levar seu filho Nilson ao Nossa Senhora  do Anjos. Os meninos  não evoluíram muito quanto  aos estudos, fato que os deixava muito triste.
SUA FAMÍLIA:
1. Alvino Abreu Barros (Esposo);
2. Nilson Barros Monteiro (1o Filho):Pai de Nilderson, Alvino e Maike.
3. Adailson Barros Monteiro (2o Filho): Pai de ...
4. Sheylla Barros Monteiro (3o Filho): Mãe de..., Challes
5. Alisson Barros Monteiro (4o Filho): Pai de...


MANOEL FILHO FLOR MONTEIRO

MANOEL FILHO FLOR MONTEIRO
Por Raimundo Flor Monteiro


Manoel Filho Flor Monteiro nasceu em Bacabal, no Bairro Trizidela no ano de 1960. Foi o único filho de minha mãe genuinamente maranhense. Nós, seus irmãos o chamávamos de Filhinho. Ele sempre foi o preferido de Mamãe. Era um menininho muito dócil, mais tinha la as suas banquinhas. Tanto papai como mamãe o protegiam um pouco. Ele cresceu um pouco fora dos costumes meu mais de Ramos, meu irmão. nem por isso deixamos de amá-lo mais ou menos. Nós o adorávamos e protegíamos de qualquer ameaça. Fui seu mentor, a pedido de mamãe, para orientá-lo nas lições de casa, já que ele estudava  na Escola de D. Alice Mendes. Ali de lado da igreja Santa Teresinha.
Logo que iniciamos descobrir que ele havia decorado toda a cartilha, sem aprender a soletrar e juntar as sílabas. Essa descoberta foi um passo para que mamãe intensificasse os cuidados nos estudos dele. Contudo, apesar dos esforços ele não consegui ir muito longe, apesar de ser muito inteligente. Ele jamais se adaptou aos métodos da Escola Sta Teresinha.
Quando se tornou rapazinho, descobriu sua vocação para ser locutor. Foi aí que tratou de montar seu serviço de auto falante a famosa "Voz Educadora". Nessa atividade, anualmente planejava, organizava e  realizava as festas juninas da Trizidela. Sua turma de quadrilha era uma das melhores e se apresentava na frente do Bar do Manoel Filho. Assim, podemos afirmar que o Manoel Filho, durante muito anos, trabalhou para que fosse preservada a cultura junina no bairro Trizidela. Não obstante, ressaltamos que todos os recursos para a organização de sua quadrilha de são joão eram recursos do seu próprio bolso, visto que não havia qualquer parceiro que o ajudasse.
Na "Voz Educadora" desenvolvia diariamente um programação de aproximadamente 40 minutos ao meio dia e a tardinha. Tudo funcionava direitinho, a música de entrada, a apresentação de abertura, a seleção das músicas, as notas públicas, informes e chamados a comunidade.
Manoel Filho ganhou o respeito e a admiração do povo da Trizidela, por desenvolver um trabalho a favor das pessoas mais fracas, oprimidas e pobres. Por exemplo: uma senhora precisava de dinheiro para fazer uma viagem para se tratar fora de Bacabal. Lá estava Manoel na "Voz Educadora" anunciando e coletando proventos a serem revestidos aquela pessoa necessitada. Em muitos casos anunciava notas de falecimento de madrugada ou qualquer hora. Daí, torna-se uma pessoa muito querida no bairro e na comunidade. Sempre fomos grandes amigos e conversávamos muito.
DAS CIRCUNSTÂNCIAS DE SUA MORTE:
Manoel Filho faleceu no dia 26/11/2016 às 19h da noite de sábado. Esclareço que o Manoel Filho faleceu de uma doença infectocontagiosa. Por orientação médica todos nós que cuidamos dele, por 14 meses em que esteve prostado, tivemos que nos vacinar. A orientação médica foi para queimar todos os objetos de uso pessoal direto e indireto dele. Durante os últimos 25 anos que ele se mudou para a casa dele e adquiriu o hábito de acumular. Portanto, a casa estava cheia até o teto de coisas, muitas sem serventia. Só TV havia, segundo Elizete e Raimundinho 34, das quais só 06 funcionavam; havia 10 caixas de roupas, entre toalhas, panos,; 06 cx de CDs velhos, etc. Foi queimado só o que não servia mesmo, as coisas de valor foram todas vendidas ou doadas. Nos dias 10, 11 e 12/01 desse ano estive com mamãe pra consolá-la pois Evangelho me chamou, uma vez que ela estava muito triste. Mamãe autorizou a Evangelho mandar limpar a casa, dividir e alugar. Isso não seria possível sem retirar os caminhões de coisas acumuladas durante anos e anos.
Mamãe está ainda com o emocional muito abalado e traumatizada pela morte do filho e a supressão de bens que lembravam muito a presença física dele. Os filhos, netos, bisnetos e tataranetos, uns mais outros menos, estão visitando mamãe. Ela recebe a todos (as) com carinho e simpatia. Só em ouvir o que ela tem a dizer já é uma grande terapia pra ela.
Att. Raimundo Flor Monteiro

GALERIA DE FOTOS DE MANOEL FILHO
ESTÚDIOS DA VOZ EDUCADORA
AOS 15 ANOS DE IDADE

PREPARADO PARA BRINCAR O CARNAVAL

ASSIM QUE PERDEU UM OLHO.

EM SEU ROSTO UM SORRISO - QUANDO AS COISAS IAM BEM.

O BOM DA VIDA E VIVER, DIZIA ELE. "NÉ RAIMUNDO?

SE NÃO DEU CERTO AGENTE FAZ DE NOVO!

ADORAMOS UM BOM PAPO COMO E SOBRINHA
A VOZ EDUCADORA É A MELHOR VOZ DE BACABAL - CLARO NÃO TEM OUTRA. NÉ RAIMUNDO?

MINHA CASA É TUDO PRA MIM.

DEPOIS DA TEMPESTADE SEM VEM A BONANÇA.

NO AR A VOZ EDUCADORA, TRAZENDO A BOA MÚSICA MUITAS NOTÍCIAS.

ESTAMOS RECOLHENDO CONTRIBUIÇÕES PARA AJUDAR A NOSSA AMIGA... QUE VAI SE OPERAR EM TERESINA 

ESTÚDIOS DA VOZ EDUCADORA AQUELA QUE TRÁS ENTRETENIMENTO

ATENÇÃO AMIGOS PESCADORES: A COLONIA DOS PESCADORES DO BAIRRO TRIZIDELA INFORMA QUE HAVERÁ REUNIÃO AMANHÃ ÀS 19 HORAS DA NOITE.

ESTE LOCUTOR QUE VOS FALA E MANOEL FILHO DE DONA ELVIRA

DETALHE DO BAR DE MANOEL FILHO


MANOEL FILHO E SEU IRMÃO RAIMUNDO FLOR - EM  1974

RAY, RAIMUNDO E MANOEL FILHO - ELE SEMPRE ME DIA - CASA COM A RAY RAIMUNDO.

QUERES TIRAR NOVAS FOTOS MINHAS - TENHO QUE ME ARRUMAR

SOMOS NÓS OS BONS DE DINHEIRO- DIZIA ELE.

MAMÃE É MINHA VIDA - BEM VIVIDA

PASSANDO AS COMPLICAÇÕES A LIMPO

VIVI, COMO ELE CRESCEU, TÁ UMA MOÇA.

HÁ EM SEUS OLHOS  UMA DOR, UMA AMARGURA QUE NÃO SEI EXPLICAR

OS ALTOS FALANTES DA VOZ EDUCADORA

ALTOS FALANTES OUVIDOS EM QUASE TODA BACABAL

APÓS SOFRER MUITO, COM RESIGNAÇÃO

QUASE NO CLIMAX DO SOFRIMENTO - MANO TE AMO!

RG DO MANOEL FILHO

JÁ MUITO DEBILITADO

MANOEL FILHO E SEU AMIGO SANDOVAL

O GAROTO MANOEL FILHO

A FOTO DO CORAÇÃO - TE AMAREI SEMPRE MEU IRMÃO
VEZ EM QUANDO TE VEJO AQUI NA NESSE BLOG QUE FIZ PRA VC AQUI NA INTERNET