sexta-feira, 16 de agosto de 2019

NA FRONTEIRA ENTRE A VIDA E A MORTE
Por Raimundo Flor Monteiro

INTRODUÇÃO
Nasci e cresci com um gosto de alho na boca e o odor desse alho nas narinas. Meu primeiro sinal de vida foi me perceber escanchado no colo de minha irmão Lourdes, ainda em Teresina- PI em 1957. Dai, voltei a mim em 1959 aos 3 anos, já em Bacabal, no momento em que um vizinho nosso, Gilmário, meu amigo, aos 3 ou 4 anos, deu uma dentada nas costas do meu irmão Ramos. Foi meu primeiro contato com sangue, que escorregava nas costa do meu irmão. Desesperado saí a gritar por socorro na vizinhança. Dei por mim quando minha mãe dizia, "o que foi isso?". Explique, o que foi? Aí sai de mim, e com a ajuda de Carioca, um vizinho meu, um pouco mais velho, me ajudou a explicar o fato a minha mãe. Quase me dano de chorar.
Na fronteira entre a vida e a morte, me vi várias vezes mais pra morte que para a vida. Tantas vezes acordei e olhava as pessoas a minha volta, especialmente minha mãe, meu pai e meus irmãos. Eles, aliviados, sob o sussurro do pai que  dizia, "oh Deus! ele voltou, não  dessa vez que vai morrer'. Do grande túnel onde em coma, eu estava, uma pequena luz se acendia, e com a chama de luz um gosto de alho na boca e um enorme cheiro dele tomava conta de mim e do ambiente.

URINAR: PARA QUÊ?
A micção é o ato de urinar, uma necessidade básica, se levarmos em consideração a pirâmide de Maslow. Nasci no hospital Getúlio Vargas, em Teresina em 1956, minha mãe me deu luz por parto normal e logo foi liberada para passar o resguardo em casa. Nas horas desse translado hospital e casa, conforme relato de mamãe, comecei a chorar copiosamente. O olhar de minha mãe era um diagnóstico de primeira qualidade. Ela me investigou e notou em mim uma pequena protuberância na região da virilha. Um leve aperto e dei um grito de dor que rompeu o silêncio, era ali o ponto chave do problema. Meu pai se desesperou, ele não queria perder mais um filho, a exemplos dos outro que já havia perdido. Lá vai eu de volta a Hospital Getúlio Vargas já com o diagnóstico de minha mãe. "Dr meu filho não consegue urinar de jeito nenhum". O pediatra constatou a veracidade dos fatos e me aplicou uma sonda. Conta minha mãe, que teve que tirar o rosto da frente dada a intensidade do jato de urina expelida com força, dado a retenção em que se encontrava. daí para frente, segundo mamãe, um sorriso se estampou em meu rosto. De fato aquele ato de experiência de minha mãe e a sua atitude de não esperar e me levar com urgência para o hospital, havia me salvado a vida.
Posteriormente, aos 02 anos, em Bacabal, voltei a sofrer de problemas urinários, num deles, dei por mim nos braços de minha irmã Chagas, sob os auspício de um rezador/curandeira, já na Trizidela, o homem reza e me aplicava emplasto de folhas e chás e infusões para que eu pudesse me curar completamente da retenção urinário. Nesses ataques, várias vezes transpus a barreira da vida e me vi uma pequena luz na imensidão. Graças a Deus daquela sensação de paz, eu sempre voltava ao caos da vida. e aí ufa, que alívio.

UM MENINO ASMÁTICO
Aos dos 4 aos 11 anos fui vítima de ataques de asma. Quando ele vinha, o ar faltava-me aos pulmões. É dessa época o gosto e cheiro do alho em minhas narinas. Muitas vezes, apos os ataques, lá estava minha mãe e minhas irmães e meu pai ao redor de mim. E proferiam bem alto, ele voltou do desmaio que teve. Toda vez que isso acontecia, eu ouvia os sininhos a badalar nos meus ouvidos e a dor desaparecia, uma sensação de paz me iluminava. Mas, eu sempre voltava, ante o choro de mamãe. Ela tinha um pacto comigo de nunca, enquanto estivesse viva, deixasse cortar o cordão umbilical que nos unia. Mas o que mais me impressionou sobre a minha bronquite crônica, foi a cura. Ela veio por Deus, pelas mãos do meu pai. Certo dia, ele me disse "tenho um remédio pra você e você deve comer com todo gosto este pássaro bem assado". Sobre um prato um pássaro assado e um pouco de farinha. que gostosura. se perguntar porque me coloquei a disposição do meu pai para tomar outros remédios daqueles, que não fosse aquela infusão de ervas amargas. Passaram-se os anos e aqui aculá eu perguntava: "papai aquele remédio, serviu para que?". Durante vários dias ele me disse, se eu disser a você o efeito do remédio acaba e doença volta. Bom, depois de homem refeito ele me disse "você foi curado de asma, mas o nome do pássaro que vc comeu eu nunca, nunca vou poder lhe dizer.

UM FORTE ATAQUE DE VERME
Somos ribeirinhos, nos criamos as margens do Rio Mearim. Tomávamos banho no rio, e dele, bebíamos suas águas. Não se se adequado o termo, in natura. É lógico que dessa cultura de tomar água do rio, sem ferventá-la, as crianças pegavam vermes e as mais frágeis, chegavam a morrer de ataque de verme. Já que na Trizidela, médico era um profissional que só conhecíamos nas novelas. O Sr. Oliveira, o farmacêutico mor da cidade, passava remédio e tinha crédito mais que um médico. Mas o tempo passava e comecei a ter desmaios e delírios decorrente de ataque de vermes. Foi ai que minha mãe aproveitou a visita de Dona Senhora e sua filha Gonçala, que moravam em Teresina-PI e me mandou, para lá, uma vez que Gonçala era enfermeira e se comprometeu com minha mãe de me tratar no hospital em que trabalhava na capital do PI. Ante ao meu choro, minha mãe me conformou a ir. Em lá chegando fiz exames que deram verme e o médico também me diagnosticou com pneumonia. Fique fraco ao tomar o remédio pra verme desmaiei alguma vezes. Os sininhos tocaram diversas vezes, mais consegui sobreviver. Desse tratamento de pneumonia, passei vários dias sem poder sentar-me. de três em três dias, durante mais de 2 meses, Gonçala me leva ao hospital pra que fosse aplicada em mim uma bezetacil. Como eu chorava, lembro as lágrimas o rosto das pessoas com pena de mim, ante as aplicações, já que não usavam a xilocaína, um anestésico para suprimir a dor. O importante é que graças a iniciativa de minha mãe, Dona Senhora e o carinho de Gonçala, me prestaram esse enorme favor.

O DELÍRIO POR UM BRAÇO QUEBRADO
Eu tinha 16 anos e adorava jogar futebol no campinho do Geraldo Vieira. Lá, os amigos tiveram a ideias de montar um time e jogar em outros locais. Fui convidado e fomos jogar lá para as bandas do areal, onde fica hoje a CESB e UFMA. Lá, durante o jogo levei uma cama de gato e quebrei o braço.
sai do jogo e voltei para casa na garupa da bicicleta de Valdir Soldado Velho, filho do seu Noca. Entrei em casa escondido e vesti uma camisa manga comprida e fui me deitar, tal qual era a dor no braço. Daí, fiquei por dos sininhos,até que entreabri os olhos e, com surpresa, verifique que eu estava arrodeado dos meu familiares. E mais uma vez a boa notícia dada por minha mãe, "meu filho voltou".
Mal nasceu o dia e ela, ante a ausência do enfermeiro Josa,  já me levou para o José Correia. Como o braço não chegou a quebrar, ele apenas enfaixou e passou remédios. desse empasse fique com o braço, até hoje, torto.

ALGUÉM ME DISSE: "TÃO NOVO E TÃO FRACO!"
Qdo me empreguei, aos 19 anos, no SENAI/Bacabal, vim fazer estágio em são Luís. Me faltava os documentos e numa 2a feira, de 1976, saí bem cedinho, às 5 da manha, para próximo ao portinho, tira minha identidade e carteira de trabalho. Na fila, deu 10h e nada de atendimento. Foi aí que resolvi tomar um copo de leite quente. Em nossa casa em Bacabal, não tínhamos o costume de tomar leite, tomávamos apenas café. Dessa ideia, faltou-me força nas penas para sustentar o corpo e  desfaleci. Os sinos voltaram a tocar incessantemente em meus ouvidos. a sensação de paz, havia voltado. Acordei no piso de paralelepípedo arrodeado por um monte de cabeças. Voltei aos caos da vida normal. Alguém, das cabeça que me olhar falou "ele voltou, tão novo e tão fraco".

A MINHA VIDA ANTE A PRESENÇA DO ONIPOTENTE
Em julho de 89, fui promovido a Supervisor do SENAI-Bacabal, e para que o meu trabalho se tornasse eficiente e eficaz, conclui que eu deveria cursar a faculdade de pedagogia. Todavia, eu deveria voltar a estudar o que fiz, retornando a cursar o técnico em Administração de Empresas integrado ao ensino médio no colégio irmã Berta, nos anos de 90, 91 e 92. Previamente, estava eu em casa, num domingo a tarde de 89, quando tive um sonho. No sonho, eu estava diante de um espelho. Diante dele me assustei ante a falta de reflexão da imagem. Ou seja, eu estava diante de um espelho que não refletia meu rosto. Não ouvi sininhos, lembro só de minha aflição por não ver a correspondente imagem. No sonho uma voz me dizia "se tu não tiver curso superior, não vai conseguir criar teus filhos". Diante de Deus tomei toda essa atitude de voltar a estudar, fazer vestibular, me formar, cursos várias pós, mestrado, etc. Hoje, reconheço que Deus me deu orientações e coragem para que eu pudesse, mesmo com os grilhões das dificuldades enrolados nos brações, fazer do limão uma limonada.

OPERAÇÃO DO JOELHO
Desde adolescente gostei muito de jogar bola. Eu chegava à tarde da escola , trova de roupa e corria direto para o campinho. Acho que não era um mal jogador, pois depois de Carro Velho e Grilo, eu era o terceiro a ser puxado pelos formadores de times. Foi num desses jogos, quando eu tinha 22 anos, jogando debaixo das grandes árvores das margens do rio Mearim, que sofri uma joelhada, dada por um um oponente chamado Baltazar. Desde então, qualquer jogo , além de deslocar meu joelho, causava um inchaço grande. Só em 2015 é que pude me operar do joelho.

OPERAÇÃO DAS HÉRNIAS

1. Foi num domingo 30 de junho de 2019 que, em minha casa, às 1:00h da noite, senti uma enorme dor nos testículos, transcendendo para os rins. Fui ao médico urologista Dr Cálide somente no dia 05/07/2017. Fiz os exames da próstata e o médico e detectou 2 hérnias inguinais;

2. Posteriormente, dia com o Dr Adelson, fiz mais uma bateria de exames de sangue e levei para o Dr. que, gentilmente, me forneceu um encaminhamento para o hospital Dutra.

3. Consulta com a nefrologista Dra Jeane fui levado a fazer um exame de urina em 24h para saber qual a efetividade dos rins. Diante dos resultados satisfatórios dos rins, ele me encaminhou para o urologista.

4. Consulta com o clinico geral o Dr. Márcio Gonçalves dia 08/08/2019, o qual, após consulta, solicitou as tomografias do abdome e da virilha. A 2a visita ao médico,  dia 15/08/2019, de  retorno com as tomografias do abdome e da virilha na qual foi constatada a existência de ambas.

5. Consulta com o cardiologista de risco cirúrgico com o Dr.Luis Luz N. Filho no dia 15/08/2019, o qual me considerou apto para a realização da cirurgia

6. No dia 04 de setembro de 019, sob os cuidado do Dr. Márcio, na Clinica São José, às 11:30h da manhã. me submeti a cirurgia de hérnia. A referida encerrou-se à 13:30h. Ele me deu 60 dia pra eu poder voltar a minha atividades de praxe.



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