quinta-feira, 12 de outubro de 2017

AS BASES SOCIAIS DA FAMÍLIA FLOR MONTEIRO

AS BASES SOCIAIS DA FAMÍLIA FLOR MONTEIRO
Por Raimundo Flor Monteiro


OBS: Fui  fortemente influenciado por minha professora Dra Diomar UFMA
PAPAI aos 30 anos

A TRAJETÓRIA  DE VIDA ENFRENTADA POR MANOEL FLOR MONTEIRO. Estes rudimentos de memória foram escritas em homenagem ao centenário de um homem simples, mas um significativo agente histórico, assim identificado: 
Nome: Manoel Flor Monteiro; Data do Nascimento: 27/09/1916 - faleceu em 13/02/1998; Natural de Teresina - PI; Filiação: Prizilina Martins da Silva; casado com Elvira Lina Silva Monteiro por 59 anos. Ou seja, até o seu falecimento. 
(PAPAI aos 50 anos)
A metodologia de pesquisa utilizada foi estabelecida e realizada com base na "Pesquisa Micro-Histórica", para contar a trajetória de vida de Manoel Flor Monteiro. Enquanto sujeito histórico que foi, por sua luta contras as insurgidas dificuldades pela sua sobrevivência, pela sua dignidade e de sua família. Por todos esses fatos esta produção foi escrita em escala micro uma de observação focada no ambiente familiar, identificando a temporalidade e o espaço das lutas e transformações sociais e econômicas em sua vida. 
NÃO FOI A ESCOLA, CONTUDO, ERA SÁBIO? 
Tal qual os pressupostos filosóficos de Paulo Freire afirmam "o homem deve aprende a ler o mundo para bem se colocar nele". Daí, a nossa preconização, espelhada em Freire, de que a escolarização informal do mundo, no enfrentamento das dificuldades reais forma sábios. Essa tese nos dá fundamento para afirmar que que Manoel Fulô, como era conhecido, não era um homem analfabeto de letras formais, mas era sábio em leitura de mundo e no bem viver, fundamentalmente na busca de sua sobre vivência e de sua família. Para tanto ele teve que aprender a observar, sentir, viver e interpretar o mundo caótico e cheio de dificuldades, para bem se situar nele. Num laborioso lucubrado e contundente estado de luta permanente, sem recursos básicos recursos tecnológicos, observava, lia, interpretava e previa o tempo de sol ou de chuva, da estiagem ou enchente, através da observação das abelhas, das formigas, dos pássaros e dos animais. Testemunhei muitas vezes, sentado ao seu lado na carroça, ele dizer, "amanhã irá chover cedo e não vamos poder ir a roça. Como ele conseguia tal proeza? Por tudo, da natureza um pouco: através da reação dos do sol, dos ventos e intempéries sobre as plantas, ação dos insetos, o movimento dos animais, o voo e o cantar das aves e dos pássaros de pequeno e médio porte. Poucas pessoas conheceram essas suas habilidades do meu pai, eu sim, ali perto dele, pude testemunhar, do lado dele, juntinho dele, sentindo o cheiro do suor do seu corpo. Eu tive esse privilégio porque na mentalidade dele, eu era seu substituto imediato, aquele que ia dar continuidade ao seu legado.
Interpretar o que ia acontecer nas estações para ela parecia fácil, ele conhecia os fatos decorrentes dos segredos de rotação e translação da terra e sua imbricações com a lua. Segundo ele, o meu pai, sem esses conhecimentos um agricultor pode até conseguir plantar, mas provavelmente, dependendo do tempo, nada colherá. 
Eu ficava impressionado como domava e cuidava dos animais amestrando-os por conhecer os instintos, principalmente os animais de carroça, ou seja, éguas, cavalos e muares (burros e burras). Em nossa casa, apesar do carinho de mamãe, Dona Elvira, é impossível esquecer as duas ou três gatas e gatos que ele tinha. Uma de nome Xarutè, outro Tinhinho e umoutro Miano, que a noitinha, após chegar da lida, se derretia a lhes fazer carinho. Como não lembrar Liupã, o cachorro de estimação de Sr, Manoel, mesmo ele a dizer que o cachorro era do Tenente Ramucim (Zé Ramos). Mas, coisas simples de fato, mas papai se notabilizou por ser um ser humano excepcional nas relações sociais com as pessoas, sejam elas de cunho familiar ou na vizinhança.
ciência da história se efetiva em metodologias desdobradas por técnicas de pesquisa, com abordagens narrativa geral de estruturas sociais que se alteram em eventos de médio, curto ou longa duração. Assim, diuturnamente, anotei pensamentos, fatos, relatos histórias e brincadeiras oriundas do seio materno dessa família a qual tenho muito orgulho de ter nascido das suas entranhas. Hoje olho para mim e me vejo nos comportamentos, atos e fatos que fizeram do Sr. Manoel o meu pai. Seu cabelo, seu cheiro, a peculiaridade de sua voz mansa e branda e seu olhar de paciência e bonança. (XXXXX)
PAPAI aos 70 anos
Pelo exposto historiografar não é brincar, e sim escrever algo de base científica, tal qual aconteceu entre 1981 e 1988 na Itália (coleção), quando Carlo Ginzburg e Giovanni Levi fizeram surgir a "microstorie", uma forma inovadora de aborda. Um desafio pois o objeto influência o historiador, e o tempo todo, cá estou eu, com os olhos cheios d'agua. Quando falei de minha pretensão fui de imediato influenciado pela minha professora Doutora Diomar das Graças Mota e o Dr César Castro, ambos, meus professores do mestrado os quais ministravam a disciplina "Metodologia da História", com carga horária de 60h. Assim, tendo como objeto a história de vida do Sr. Manoel, concluímos que através da "Micro-História" pesquisamos e escrevemos a sua História, que é também a nossa, em escala de observação reduzida, sem perder a temporalidade e o espaço, observada , em alguns casos as realidades retratadas pela cronologia da História Geral e História local e alguns fatos pitorescos importantes.





As feições do pai estão estampadas em
nossos corações.

Essa modesta produção embasada na Micro-História revelar fatos e realidades conhecidas  e outras desconhecidas por seus ante queridos, aborda o cotidiano dele em relação a sua família e comunidade, apresenta biografias, esclarece as realidades conjunturais das estruturas por nós conhecidas, dando voz a um homem oriundo das camadas dos mais humildes da sociedade, contribuindo com o fornecimento de elementos enriquecedores aos extraídos da sua própria da História. Assim, aprofundamos a exploração das fontes, utilizando os artifícios da narrativa da descrição consoante a etnográfica. Incluímos também novas fontes de pesquisa, reconstituindo detalhes do cotidiano do passado desse homem formidável.
Essa modesta narrativa de caráter de Micro-História é um gênero da historiografia que permite alinhar dados históricos pessoais em detrimento dos efeitos coletivos e relacioná-los com fatos sociais que ganham conotação histórica, uma vez que transformam nossas vidas e assim passam a ser macro. Esse esforço para produzir sobre o meu pai e família, se coloca em uma escala de observação tipica das micro-relações sociais vivenciadas no interior da família monteiro, incluindo as relações com minha mãe, meus irmãos, seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Assim, o caráter do objeto da pesquisa histórica ganha uma conotação sócio/individual//familiar.

CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA DO CENTENÁRIO DE VIDA DE MANOEL FLOR MONTEIRO
O apelido de Mané do poço veio de seu trabalho de vender água.
Em 27 de setembro de 2017 papai completaria 100 anos de idade.
Foi com muito carinho que pensamos em homenageá-lo com um vídeo, contando a  sua história de vida, de suas lutas e suas vitoriosa. Enquanto o vídeo não vem resolvemos transformar em um escrito, até para não se perder todo um trabalho já pesquisado.

Nunca havíamos planejado um vídeo, foi aí que precisamos estudar para elaborar um roteiro consistente, selecionar as fotos, as músicas e convencer Anderson, meu filho, a usar a tecnologia de gravação.

Assim, após um logo exercício de trabalho, digamos, longo trabalho lucubrado, e ai continuamos.

O mundo atravessava as agruras da 1ª grande guerra mundial, quando nasceu Manoel Flor, em 27 de setembro de 1916, um ano antes da guerra acabar. Se vivo estivesse teríamos comemorando o seu centenário e ele estaria com 103 anos.

n— Não obstante, no ano de nascimento do patriarca, ocorreu no mundo um dos fatos históricos mais extraordinários, embora lastimoso da história, a chamada "Revolução Russa", que representa a primeira tentativa de implantação socialismo mundo.
Papai nasceu no nordeste, em Teresina, na capital do Estado do Piauí. O recebimento do seu nome "Manoel Flor Monteiro", dado pela sua mãe, acredita-se, talvez proposto pelo pai, e que o sobrenome Flor Monteiro também tenha sido recebido do seu genitor, um pai que infelizmente que ele não chegou a conhecer. Portanto, seu primeiro desafio foi superar, na família, a ausência do suporte material, instrucional e afetivo da função propiciada pela falta de um pai que ele não conheceu.

Carteira profissional de Manoel Flor
Sua mãe chamava-se Prizilina Martins da Silva, sem marido, enfrentou grandes dificuldades, mas o criou sozinha os seus filhos. Manoel e mais dois outros.
Desde criança, sem pai, ele teve que aprender, bem cedo, o caminho do trabalho, para ajudar nas despesas de sustento da família, cujo eixo principal de sustentação era sua mãe.
Saindo de Teresina para o interior, Foi residir em São Felix do PI, onde aprendeu a trabalhar na lavoura, caçar nos chapadões, comprar e vender, mesmo sem saber ler ou ter frequentado a escola ou aprendido a ler.
Conheceu, portanto, o que é a roça, o facão e a enxada muito cedo. Quando jovem, apesar das dificuldades que precariamente superava, gostava de vestir-se bem e não relaxava um bom terno.

—E foi assim, muitíssimo bem trajado que papai conheceu, namorou e casou-se com Elvira Rosa Monteiro, minha mãe, na época com 19 anos de idade, em 1939, na cidade de "Santa Cruz dos Milagres" no Estado do Piauí.
_Para obter o sustento da  família, após casado, nasce um pequeno comerciante, sua profissão era o de comprador e  revendedor de galinhas caipira, que comprava no interior e revendia no mercado da piçarra em Teresina-PI.

O pai e o pau de galinhas
Arquétipo do vendedor de aves 
_Da união com a prendada D. Elvira, o casal teve 09 filhos, dos quais sobreviveram 07, são eles: Evangelho (1940), Elpídia, Chagas, Maria de Lourdes, Raimundo, José Ramos e Manoel filho. Os cinco primeiros nasceram no Piauí, os demais no Maranhão.
Na primeira fase da vida do casal, em São Felix do Piauí, papai, obteve um pequeno capital emprestado por D. Elvira, sua mulher. Esse capital era decorrente da produção e da venda de confecções  por ela fabricada. Assim, ela possibilitou o capital de giro para que ele comprasse galinhas nos arredores e vilarejos de São Felix e vendesse em Teresina. 
_Porém, com os reflexos do pós 2ª guerra mundial o cenário era de crise. A produção e venda de roupas por encomenda, em São Felix, começou a cair. Não obstante, a distancia de São Felix a Teresina para a venda de galinha era grande, reduzindo os lucros e maximizando os custos necessários ao sustento da família. Assim, o casal resolve se mudar para o Bairro da Piçarra em Teresina.
Vendedor de galinhas
Na decisão da a para Teresina, somaram-se naquele momento vários fatores, o primeiro deles relacionado ao seu filho mais velho, Evangelho, que estava próximo da idade de servir ao exercito, e o casal, primava muito por ter um filho no exército brasileiro.
_O segundo porque Elpídia e Chagas e a mais novinha Maria de Lourdes, já estavam na idade de frequentar a escola, a escola que São Felix não oferecia.

Assim, o casal vende parte dos seus bens e ruma para Teresina-PI, compra uma casa e se instala no bairro da Piçarra.

—A luta pela sobrevivência obriga o Sr. Manoel, em decorrência da distância de locomoção dos vilarejos e arredores de São Feliz, para compra de galinha, a mudar-se, daí forçosamente mudar de profissão.

—Lendo um cenário difuso e controverso, o casal percebeu que em Teresina-PI, o bairro da piçarra localizava-se muito longe do Rio Parnaíba. E a cidade, por falta de uma estrutura, era deficitária em saneamento básico e a oferta de água potável e encanada. Foi ai que eles enxergaram a grande oportunidade de tirar dali o sustento da sua família, da venda de água potável.

—Resolvem investir em um poço e passam a vender água. Durante o dia todo, em intermináveis filas, ele supre as famílias da cidade com água, torna-se conhecido na cidade. Passa a ser popularmente chamado de “Manoel do Poço”.

Por um certo tempo a família obteve sua subsistência no trabalho de Manoel e na renda de mamãe, ampliada que foi por produzir os uniformes dos soldados do 25 Batalhão de Caçadores do Piauí.

Essa demanda dos uniforme foi capitaneado por Evangelho que servindo ao exercito, ao relacionar-se com o capitão, informou que sua mãe era excelente costureira, e aquele oficial, após constatar a qualidade da costura, a contratou para produzir todos os uniformes do exercito naquela temporada.

A atividade de venda de água e roupas rendeu-lhes um bom lucro, por 04 anos, até que o poder público do Estado do Piauí começa melhorar a oferta de água encanada na cidade, tirando o ganha pão da venda de d'água de Manoel e família.

Porém, o casal já tinha feito um bom  pé de meia, ou seja, haviam comprado 02 casas bem situadas, para alugar, nas proximidades do Bairro Piçarra.

Sem atividades de trabalho, por parte de papai, o casal pega parte de suas economias, e compra uma carroça, para que ele pudesse complementar com o dinheiro do trabalho as despesas do lar. Assim, nasce mais um mito em torno dos pseudônimos de papai que de “Manoel do poço”, passa agora, a ser conhecido em Teresina como “Manoel carroceiro”.

Manoel Carroceiro e o árduo trabalho de sustentar sua 
família 
_O casal voltou a ir muito bem nos negócios em Teresina, até que de repente, em 1958, quando eu tinha 2 anos, papai resolve, sem que fosse a vontade de mamãe, vender tudo e ir embora para Bacabal do Maranhão.
_Foi numa carroça com 06 pessoas, (Papai, Mamãe, Evangelho, Chagas e Lourdes e Raimundo com apenas 2 anos) que o casal atravessou o Rio Parnaíba adentrando ao Maranhão e após 2 dias de viagem chegou a Bacabal.

A viagem do Teresina a Bacabal em uma carroça.
Como se pode notar Elpídia não veio a Bacabal, pois ficou em Teresina, recém casada que estava com Fernando José dos Santos.
_Em Bacabal, na Trizidela, na Rua que hoje é chamada de Maneco Mendes,  foi mamãe que resolve ampliar sua atividades. Além de costureira, ela resolve também a ser quitandeira, de onde se mantém, até hoje em êxito.
_No Maranhão nasce José Ramos (1959) e depois Manoel Filho (1961), em Bacabal. Já em 1980 papai deixa o ramo de carroceiro, para trabalhar de roça e assim, ganhar um novo pseudônimo, o de Manoel da Vazante.

No início da década de 80 papai adoece de hepatite e passa a ter fortes dores no fígado.

Sem forças para trabalhar no final da década de 80 papai se aposenta como agricultor rural, mas continua a trabalhar como vazanteiro.

Passa a década de 90 adoentado e a falecer em 2000. Portanto a 16 anos. Contudo, apesar d sua morte ele permanece vivo em nossos corações.


_AS PECULIARIDADES SOCIOEMOCIONAIS DE UM PAI E SUA RELAÇÃO COM A FAMÍLIA.
Lavrador de grandes roças a vazanteiro 


Ele sempre foi muito carinhoso com sua mulher e seus filhos.
_Lembro as vezes em que, deitado em uma rede cantarolava as músicas de Vicente Celestino ao colocar as crianças para dormir.

Gostava de comer bem e era um exímio cozinheiro. Quase todos os dia ia ao mercado comprar carne.

Jamais deixou seus filhos ou parentes passarem qualquer dificuldades.

Viajava todo ano para São Felix para rever se confraternizar com os seus parentes.

Era paciente e dedicado a sua esposa, quando estava zangado, apenas ficava calado, enquanto mamãe esbravejava.

Nos ensinou a ser honestos, justos, e a respeitar os mais velhos.

Dizia sempre que era preciso pensar antes de dar um passo maior que a perna.

Quando me casei, a trinta e três anos atrás, com Ray, minha esposa, ele me deu de presente uma pedra de amolar. Surpreso, perguntei-lhe: “papai! porque o Sr. está me dando essa pedra”? Ele respondeu: “Pra você se lembrar sempre que deve trabalhar pra comprar carne, pois sua mulher deve amolar a faca todos os dias, para cortar a carne que você comprou para seus filhos comerem”.

Foi simbolicamente, com uma pedra de amolar, que papai me ensinou que eu devia ser um homem trabalhador, honesto e honrado, assim como ele foi. Com poucas palavra me investiu da responsabilidade de criar bem meus filhos, comendo carne e consumindo o que há de bom e do melhor. Dá para perceber que na escala dos níveis de moralidade definidas por Kohlberg (1927-1987) papai, embora não sabendo ler, já ostentava o conhecimento prático sobre o sexto e mais elevado estágio de comportamento moral regulado por princípios racionais e universais de justiça.

(  )
A CIDADANIA DE PAPAI:
Na década de 80 chegou a empregar 12 homens 
para o trabalho na roça.
_Foi membro participante da cooperativa dos carroceiros de Bacabal;
Mais tarde participou de reuniões junto a cooperativa de agricultores de Bacabal;
Era membro cativo nas reuniões dos agricultores para distribuição de semente selecionadas;
Cuidava bem dos seus animais de carroça, seus gatos e cachorros, dando-lhes banho, água e comida todos os dias.
Nunca cobrava por um frete mais caro do que deveria;
Era um líder pacificador pois tinha muitos amigos;
Dividia sempre o que era seu com os outros.
Ele amava a natureza, os rios, os campos, as florestas, os insetos, os animais, as aves
No Piauí ele caçava “mocô” (esquilo) apenas para a sobrevivência. Disse, só caço quando estou com fome;
Os favos de mel das arapuás são deliciosos, mas só colho o necessário.
Viveu 59 anos com sua fiel companheira, D. Elvira, jamais usou de violência física ou simbólica com sua família.
A coisa mais importante para ele era sua mulher e seus filhos, mais tarde seus, netos, bisnetos e tataranetos. Tinha sempre um gesto de carinho para cada um dos que lhe rodeassem. 
(   )
Fontes:
REVEL, Jacques. Jogos de Escala; VAINFAS, Ronaldo. Os protagonistas anônimos da História: microhistória; http://www.infoescola.com/historia/micro-historia/


LE GOFF. Jacques. História e memórias. Campinas. Editora Unicamp, 1994.


BOURDÉ. Guy MARTIN, Hervé. As escolas histórias. Portugal publicações Europa América. 2003.


GALERIA DE FOTOS


Raimundo Flor e seu pai Manoel Flor em 1982


Papai aos 86 anos


Em 1986 já adoentado
MANOEL FLOR E FAMÍLIA NO DIA DO BATIZADO DE RAQUEL E RAFAEL. PAPAI ESTAVA TODA ALEGRIA.